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Sexualidade + Coronavírus

Bruna Gazoni

Conversamos com a infectologista Bruna Gazoni para entender como fica a sexualidade e contato físico diante de uma pandemia.

Já é do nosso conhecimento que vamos ter incontáveis casos de coronavírus no Brasil, é uma pandemia. O vírus vai atingir a [email protected]: brancos, negros, gays, héteros, pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e com outras doenças crônicas.

A população LGBT e as PVHIV têm se mostrado particularmente preocupadas com a nova situação, mas apesar da alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%.

A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas como diabetes, cardiopatias, hipertensão arterial e doenças pulmonares, desta vez as PVHIV e a população LGBT não estão na lista das pessoas com maior vulnerabilidade.

O Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde, informou que não há recomendações específicas para prevenção do Covid-19 para PVHIV/aids, ou seja, estão valendo todas aquelas medidas que devem ser adotadas pela população em geral, com ênfase no isolamento social.

Pedir para as pessoas ficarem em casa e só saírem quando houver uma extrema necessidade é um pedido ousado que interfere diretamente nas relações interpessoais e por sua vez na sexualidade das pessoas.

Não se pode afirmar que existe transmissão do corona por via sexual, através das secreções, mas como o sexo exige um contato físico íntimo, a prática em si já é suficiente para que haja o contágio.

Sem nenhuma conotação moral, eu que sempre defendi a liberdade sexual nas suas mais variadas formas e cores, hoje faço um apelo para os amantes de uma boa sacanagem: fiquem em casa, não mantenham contato íntimo com as pessoas. A proteção agora vai muito além daquela exigida normalmente.

O momento pede que sejamos responsáveis! E a suruba? Vai ter que ficar pra outra hora!