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dra samira, sua pretensão médica me enoja

Texto de Paulx Castello

eu tô falando com a senhora desde que a gente se falou. desde que você me deu um xôxo “cumprindo” seu papel de médica, quem zela pela saúde e bem estar da paciente, ou melhor, quem preza pela estabilidade de alguns órgãos. no seu caso, dra samira, a senhora preza pelo órgão família-nuclear-cisheterobranca-&-classista. como uma senhora de bem, que devia se afogar no seu moralismo perverso. isso sim é sadismo, isso sim é escatologia. de onde você tirou que podia sair cagando julgamento em relação à minha… como foi que você falou? minha vida desregrada. se liga, sua otária! te passei minha agenda? tá sabendo que que eu faço? em quais regras minha vida desregra?

você viajou que eu era uma maluca, por saber quais drogas eu usei no último ano e pela cara de bixa puta que eu tenho. logo a senhora que se achava tão inteligente. médica cirurgiã! pois usa essa cabeça pra se comunicar dignamente e deixa de passar vergonha, mulher! porque do jeito que tá o que acontece é que vc se humilha na frente de alguém minimamente crítico, que teve que ficar escutando seus absurdos. eu saí do caralho da sua sala banhada em raiva e ódio puro, porque eu tô com a porra de um problema no meu esôfago, mas a sra, quem me deu essa notícia, estava mais preocupada em usar a merda da abordagem psicológica de ameaça e medo, pressupondo que eu era uma doida irresponsável, do que realmente me comunicar qual questão eu tinha e o porquê de ela ser séria – se é que é séria! porque vindo de ti, quem num leva a sério sou eu.

tomar o remédio que a sã dra me passou? kkk. também não vou seguir seu conselho de buscar psicólogo, muito menos psiquiatra, pra parar de usar drogas. eu negocio as drogas que uso de acordo com minha situação de saúde corporal e mental, então, se a dra samira fosse uma médica a gente pensaria juntas o consumo e seus respectivos riscos e possibilidades de amenizá-los: “melhor fumar ou comer?”; “não use tais drogas nesse intervalo de tempo.”; “se usar isso, come aquilo que ajuda o corpo.” Sei lá, viado, eu faço escolhas que não necessariamente parecem boas para outrxs, mas quem é que sofre as consequências de boas ou más decisões? só quem tá na pele, e, às vezes, quem está bem próximo. mas quem é que decide? certamente, dra samira, não é você. não é por você trabalhar nesse hospital e desfrutar da posição de poder social que uma médica cirurgiã tem, que te permite usar esse tonzinho de voz pra cagar regra sobre a vida de uma paciente. se utilizando dessa intimidação baratex que só serviu pra você gastar saliva e a energia de falar alto e firme com os olhos arregalados. fora a sua performance de mãos gesticulando os papeis de exames. ridícula.

seu nível de apelação foi comparar a esofagite com hiv. pelo amor de deise, samirá! cê tá boba? pra cima de mim cê vem de mimimi de que uma situação é melhor ou pior que outra? se liga, deixa de mesquinharia com as posturas diante das coisas. e tá aí um tanto da raiva que eu sinto. porque o seu discurso automaticamente me coloca num lugar de mediocridade. e você ainda fez aquela cena no final “desculpa a bronca, é que às vezes precisa de um chacoalhão.” caralho, samira. caralho! é triste que você tenha pacientes que caiam nesse “chacoalhão” moral e higienista. é triste pensar que alguns tantos voltariam pra casa se sentindo péssimas pessoas, sentindo que a treta de saúde era autosabotagem. ou eu mesma que estou noiada sem saber a real situação da minha esofagite e resolvi me drogar pra me desopilar dessa merda toda. que num desopilou foi porra nenhuma e eu tô aqui cagada de sono desabafando num doc e comendo logo antes de dormir. poisé, bem como você contraindicou, porque no momento eu tenho passado bem, obrigada. prefiro esperar uma médica que não me leia a partir da régua de certo e errado daquilo que ela mesma valoriza. e vou atras de alguém que possa me orientar e acompanhar, porque você, samira, você é mais uma medíocre que acha que o CRM faz de ti e das tuas posturas o modelo do que deveria ser tudo. sua mesquinha.